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domingo, 20 de novembro de 2011

DEFORMADORES DE OPINIÃO

Quando abri o jornal neste domingo deparei com uma matéria com as seguintes indagações: “Você é ético?” Á seguir fazia algumas afirmações que sugeriam que ”a corrupção está nos pequenos atos do dia a dia” do cidadão como, no exemplo dado, “comprar CD e DVD piratas”. Daí lamento profundamente, muito embora eu já conheça bem a qualidade das matérias nestes jornalecos de aluguel, a oportunidade de mais uma vez se dar a população uma informação mais séria, mais adequada e mais independente. Portanto, infelizmente eu só confirmei o quanto se arrasta pelos corredores de Universidades a irresponsabilidade implantada nas cabeças dos calouros e aprendizes de jornalistas que são cada vez mais reféns de interesses de grupos governantes que fazem questão de monopolizar pensamentos e  atitudes; ditarem regras e comportamentos como se as redes de tevê e outros segmentos mais da “desinformação oficial” fossem os verdadeiros transmissores da ética e do bom comportamento ou quiçá os deuses da salvação do mundo, os redentores da Sociedade. O que achei engraçado foi que justamente no dia anterior eu havia escrito um texto para postar em meu blog sobre esse tema. No texto eu chamo a atenção de pessoas que gostam de achincalhar os outros que compram aparelhos de telefone em lojas que não são de shoppings ou aquelas que enchem a cabeça do consumidor com propagandas exóticas de gostos também esdrúxulos para insinuarem que os seus produtos é que são originais e verdadeiros. Dizem que os aparelhos adquiridos de outras fontes que não as suas, são aparelhos “Xing lings”, “genéricos”, “tabajaras” etc. bem como a questão dos CDs e DVDs comprados nos camelôs, nas praças, e em mãos de outros (até que se prove o contrário) trabalhadores, cujo material é visto como “pirata” que também é um termo criado pela indústria fonográfica que explora o trabalho artístico de tantos profissionais e, na ganancia de querer ganhar sempre mais, não aceita dividir o bolo com ninguém. E á estes concorrentes, esses “poderosos” criam termos preconceituosos e inventam contra eles certas ideologias para desviarem a atenção de suas hipócritas, asquerosas e más intenções. E ainda conseguem meio á opinião pública, quem acredite.

O autor da pobre e infeliz matéria, que insisto, poderia ser de melhor serventia para a cultura de gerações vindouras como os próprios filhos e netos deste, utilizou discursos de Diplomatas e Filósofos para acrescentar conceitos e valores ineficazes e contraditórios deixando claro e perceptível o compromisso destes com a desinformação e a incompetência em tratar de assuntos de forma e de opiniões tão submissas quanto ridículas. Não consegui ver ou entender nada mais do que uma inconsequente responsabilidade e uma grande incoerência na matéria do jornalista e nos relatos dos senhores doutores que talvez pensem terem “abrilhantado” o infeliz discurso.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

Em suma, a pior forma de corrupção pode ser a aceitação de valores materiais em detrimento dos valores morais. Portanto aceitar pagamento por uma matéria que vai se tornar publica pode ser um crime. Bem como desviar o verdadeiro sentido do conhecimento através da informação, deturpando os conceitos e agindo como “deformadores” de opinião.

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