- Tenha sempre em mãos o nº de TAXI de sua preferencia
- Ao pedir TAXI faça com antecedência e, se pegar aleatoriamente, observe a procedência.
- A Segurança no TAXI está em saber com quem vai andar (Usuário) e com quem está andando (Taxista)
- No taxi, se notar ou desconfiar de alguma coisa errada com o passageiro, negue a corrida. Isso é direito, estabelecido por lei.
“Cuidado! Não permita que seu taxi seja igual casa noturna onde entra qualquer vagabundo.”
Na praça existem muitas histórias que acabam servindo como alertas para os próprios taxistas e principalmente aos usuários. Na verdade, além de servirem de terapeutas, psicólogos, psicanalistas e até psiquiatras, o taxista também é um pedagogo utilizando de didática em suas colocações para que o público não crie o estereótipo de motoristas que geralmente são vistos como ignorantes subservientes ou qualquer outro conceito precipitado que se tenha deste profissional.
É nesse sentido que surge a ideia de narrar aqui algumas interessantes passagens do dia a dia de um Taxista. Exemplos que são aprendizados para este profissional que deve ser além de ético, muito responsável, cordial e, sobretudo humano, pois a relação interpessoal é o maior desafio da humanidade nos dias atuais
INVASÃO CLANDESTINA
Em algumas cidades existe o problema de Taxistas que não dão a devida assistência á seus pontos de origem e insistem em invadir outras praças. É comum ver Taxis de cidades vizinhas rondando ou até mesmo parando em pontos de outros. Em certos municípios, alguns Prefeitos declararam guerra a estes profissionais sem escrúpulos e deram prerrogativas á guarda municipal para que junto á polícia militar façam abordagens periódicas e até rebocassem os veículos pegos em exercício irregular e de forma ilegal. Portanto, nem todos os municípios atinam para o problema e outros até são coniventes ou se acovardam fazendo vistas grossas para o assunto. E assim, fica prejudicado o profissional que trabalha com honestidade e brio e também corre perigo o cidadão que utiliza esse tipo de transporte para se locomover.
Certo dia um amigo de ponto pediu que eu atendesse ao telefone onde um senhor procurava pelo taxi que havia pegado e deixado dentro do mesmo os seus óculos. Perguntei ao mesmo se ele sabia como era o motorista que o atendera e se era realmente deste ponto, o que o cidadão me respondeu que pegou o taxi na rua assim que desceu do prédio onde morava, mas julgava que o veiculo fosse da frota dos taxis de nossa cidade. Fi-lo ver que pegar taxi sem referencia é assumir os riscos e que como orientação e, não conselhos, alertei para que ele chamasse sempre um taxi no ponto ou, se preferisse tivesse sempre consigo um número de um ou dois taxistas de sua confiança, pois assim teria além de segurança uma referencia e nessa proporção garantiria ao taxista o mesmo. Entretanto, eu não podia fazer muita coisa por ele. Reconheceu e agradeceu pela dica sabendo que teria que amargar a perda dos óculos que ganhara de sua filha, cujo valor sentimental era incomensurável. Noutra ocasião ouvi um comentário que dava conta de que uma senhora saiu á porta do supermercado e pegou um taxi que parou ao vê-la empurrar um carrinho cheio de compras em direção á calçada. O veiculo parou e o motorista ofereceu seus préstimos, o que a senhora totalmente desavisada aceitou sem atentar para qualquer situação. Resultado: ao parar em frente á casa ela pediu que o motorista aguardasse enquanto ela abriria o portão da garagem de casa. Saiu do carro e se dirigiu ao portão ao mesmo tempo em que o motorista, que não havia desligado o carro, arrancou e foi embora com toda a compra do mês daquela “inocente” senhora.
Taxi clandestino, veículos com placas clonadas, carros descaracterizados e motoristas sem credenciais são uma realidade, portanto, a comunidade não pode viver eternamente acreditando que tudo não passa de um sonho e que estar refém do mal é somente uma condição para quem não consegue sonhar.
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