O “Carioca” levantou quando uma senhora que pesava aproximadamente 200 kilos se aproximou do carro dele.
Gentil e educadamente ele abriu a porta para que a senhora entrasse no banco de trás, deu a volta pela frente do veiculo e acomodou-se ao volante. Após amarrar-se ao cinto de segurança "Carioca" virou-se para trás e pediu com toda a delicadeza que a passageira se sentasse no meio do banco e a mesma ofendendo-se com a proposta perguntou se ele a estava chamando de gorda o que ele rapidamente desculpou-se alegando que não era essa a intenção.
Prosseguiu em silencio a curta viagem de pouco mais de 2 km até a casa da velha senhora que acabara de fazer suas compras no supermercado e levava para casa dois carrinhos cheios de mantimentos.
Ao chegar ao destino a passageira perguntando sobre o valor da corrida foi informada pelo “Carioca”, que mostrou uma tabela que tinha em mãos, que o valor seria acrescido de mais três reais devido aos dois carrinhos de compra, ao que ela protestou com veemência dizendo que aquilo era um roubo. “Carioca” tentou explicar usando de respeito e muita didática, mas a passageira não se conformava dizendo que ele além de chama-la de gorda ainda era um ladrão pois a estava roubando e que nunca mais pegaria o Taxi dele. Entretanto, o episódio não chegou a abalar nem um pouco as estruturas do "Carioca" pois com tanto tempo de atividade sempre encontrava este e tantos outros entreveros que é corriqueiro no cotidiano destes profissionais.
Passado alguns dias, “Carioca”, após fazer uma corrida, dirigia-se ao seu ponto de origem quando a mesma senhora, na rua, esticou a mão pedindo um Taxi e ele prontamente freou junto a ela que o reconheceu e imediatamente recusou dizendo: Não, você não porque você é ladrão!
“Carioca” sorrindo continuou a sua viagem em direção ao ponto sob o olhar indignado da gorda senhora que o ofendia só porque acreditava ter sido alvo de discriminação.